sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O espelho (que não me ajuda) transparece o medo, a solidão, e a vontade de te ver. Estou em cacos. Aliás, não só eu, meu coração também. A vontade que tenho é de recolher todos os pedacinhos e jogar tudo na sua cara. Mas não, acho mais prudente não ir até você para não correr o risco de te perdoar por apenas olhar pra você. O meu pensamento me trai e se atrai por você. Aí eu quero mais, mais, mais, mais. Sabe, eu caio fácil nessas armadilhas, sou fraca e fico notoriamente mais fraca ainda quando vejo teu sorriso se abrir, meu olho brilha. E ele não mente, por mais que o cérebro negue, que o corpo esconda, que o sorriso disfarce mas o coração não se engana e, enganar o coração? Ninguém consegue. As pessoas falam "evitar pra que? se é verdadeiro, corre atrás" e outras dizem "pra que correr atrás se amor sempre é passageiro?" Mas o certo e fixo é: Dificilmente encontraremos um que dure, que seja eterno, sincero e derradeiro. O meu amor foi desprezado, iludido, traído, nenhum pouco correspondido e muito menos entendido. Mas a gente vai vivendo a vida e cada dia em que o tempo passa, nosso coração se reconstrói junto com ele. E, o melhor a se fazer quando um "amor" acaba é esperar que o tempo cicatrize e até lá arrumando forças para transformar uma lágrima em um sorriso.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Arthur,
Sinto teu cheiro todos os dias ao abrir a janela do meu escuro quarto. Ele não está tão iluminado quanto ficava quando o farol de teus olhos se encontrava aqui. Aliás, meus olhos também estão escuros, foscos. Ando precisando tanto da tua presença e do toque dos teus dedos percorrendo meu corpo de uma vez, principalmente. Esses dias tenho ficado no sofá com o controle remoto na mão, um monte de doces vendo o tempo passar olhando pra aquele poço de más notícias que chamam de televisão. Ando vivendo tão mal sem teu perfume. Sinto em lhe informar que estou prestes a ter um grave adoecimento de saudade, assim como você. Cheguei, hoje sentada na mesa esperando meu café esfriar, a conclusão de que nós dois somos a cura pra nós dois. Ou não. Talvez, sejamos a doença que, quando nos tocamos, viramos a cura para nós mesmos (doenças). Enfim, quero te dizer que meus olhos transparecem dor e saudade, somente. Sorrir? Não consigo mais. Então, te peço, Arthur que me mate ou me cure mas venha romper essa distância, saudade e sofrimento. Vem ser meu remédio e apunhale-me com teu amor.
Com saudade do teu beijo,
Hadassa.
Com saudade do teu beijo,
Hadassa.
Você me atrai,
Não só pelo teu físico, pelos teus olhos verdes ou até mesmo por esse cabelo meio bagunçado. Você me atrai pela forma que me trata. Você me atrai pela sua maneira de pensar e se expressar. Você me atrai por que, quando eu te abraço, me sinto aninhada a ti e ficar ali por horas sentindo teu cafuné, sem vontade nenhuma de romper esse contato físico que faz meu coração disparar. Eu me sinto atraída porque há nos teus olhos verdes uma tinta diferente, um bordado desconhecido, uma melodia encantadora. Você me atrai pelo jeito que você consegue ser simplesmente você. Você me atrai, sem porque e razão. Você me atrai.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Inconformado com tanto sofrimento
O coração estava entristecido, nele só havia ilusões
Eram dores de amor, amor sem argumento
Lá ia a pequena, doentia de amores e paixões
Seu olhar se distanciava
Se perdeu e não se encontrou
Para bem longe, e lá ela estava
Seu sorriso nunca mais brilhou
Tinha ela, uma mania de se iludir
Mania dolorosa, doentia
A pequena não conseguia sorrir
Porque simplesmente alguém a tirou o gozo da vida
- Acuda, lá vem aquela menina sem nenhuma simpatia.
- A qual?
- Aquela doente de amor e paixão, saudade sem endereço.
- Coitada ouvi dizer que quase morreu de solidão.
- Isso que dá, Maria, viver somente de ilusão.
O coração estava entristecido, nele só havia ilusões
Eram dores de amor, amor sem argumento
Lá ia a pequena, doentia de amores e paixões
Seu olhar se distanciava
Se perdeu e não se encontrou
Para bem longe, e lá ela estava
Seu sorriso nunca mais brilhou
Tinha ela, uma mania de se iludir
Mania dolorosa, doentia
A pequena não conseguia sorrir
Porque simplesmente alguém a tirou o gozo da vida
- Acuda, lá vem aquela menina sem nenhuma simpatia.
- A qual?
- Aquela doente de amor e paixão, saudade sem endereço.
- Coitada ouvi dizer que quase morreu de solidão.
- Isso que dá, Maria, viver somente de ilusão.
Hadassa,
Preciso eu de tua palidez e teus cabelos breus. Preciso do teu olhar cúmplice e também daquele teu sorriso, aquele mesmo bem sincero que quando se abria iluminava a casa toda. Sabe, meu doce, tua falta me perturba todos os dias. Quando deito na cama e olho pro teto, só lembro da gente correndo no quintal da casa. Dormir é uma palavra e uma ação que não se aplica mais a mim, Hadassa, você tem me tirado o sono. Sempre que estou fazendo algo e lembro de você, eu perco as forças, sento e pelo resto do dia não faço mais nada. Eu sinto a necessidade de tocar a nossa musica no meu piano e te ver dançar. Esses dias eu tentei, mas não é a mesma coisa do que tocar pra você, sentindo teu olhar e tua atenção toda sobre mim e então desanimei. Aliás, ando sempre assim, desanimado. Preciso ao menos ouvir tua voz outra vez. Preciso da cura, Hadassa, preciso do teu amor. Estou doente de saudade, estou com falta de ti. Todo meu corpo clama teu nome. Espero que esse telegrama transcreva - o que é impossível - meu amor e minha falta de ti. E, mais uma vez, suplico-te: Vem dançar a nossa musica ao meu toque do piano, vem bordar em mim, você. Vem me curar, vem tirar de mim essa solidão. Ou se não, vem somente. Vem somente você e teu sorriso, isso basta.
Com amor,
Arthur.
Com amor,
Arthur.
Segredos
Ele entrou no quarto, alterado, jogou meus papéis no chão e me disse:
- Você acha isso legal? Você fica metade do teu tempo com essas tuas quase-palavras se matando por algo e alguém que não ter quer bem com tanta intensidade, que não fica choramingando pelos cantos por você, que antes de dormir não se mata um bocado e depois de acordar se mata mais um pouco. Que merda de vida é essa que tu tem vivido? Tu anda achando mesmo que teu mundo, tua vida, teus estudos, teus amigos, tua FELICIDADE vai acabar por causa de pouca merda? - se aproximou, acariciando cada mecha de meus cabelos longos e pretos, olhou no fundo dos meus olhos - Vale apena, meu doce, morrer morrer e morrer para tentar ao menos encontrar um olhar que tu nem sabes que é de verdade? Tu não achas que essa merda já durou o bastante? Acabou, Louis, acabou, se foi, aceita isso! Bola pra frente agora, meu doce, enxerga aqui quem tá lutando para o teu bem. - virei a cabeça, quase chorando e ele trouxe o meu olhar de encontro ao dele mais uma vez - olha aqui, minha pequena, eu não te digo isso por quê te quero ver chorar não. Eu te digo isso por que pegaram um pouco da pureza que ainda resta no mundo e colocaram aí no teu sorriso que se apagou por causa de um filho da puta qualquer. Eu te digo isso por que tu tem que entender que quando não dá, não dá. Tu tem que parar com essa mania de tentar fazer com que seja recíproco. Recíproco porra nenhuma! Recíproco tinha de ser esse olhar cúmplice que eu te dou. Recíproco tinha de ser meu amor por ti que é imenso e tu nem se da conta.
- Agora me escuta aqui você. Achas que é fácil? Achas que é assim? Eu quero esquecer e pronto? Não é assim, Charle. As coisas não mudam de ponta-cabeça de uma hora pra outra só por que eu quero isso. Eu não tenho mais forças. Tem algo naquele menino que ainda me faz continuar. Me desculpe se não é recíproco teu amor por mim - dei dois passos pra trás, sem tirar o meu olhar do olhar dele - mas eu não mando no meu coração. Se eu pudesse, te amaria de dia e de noite. Cozinharia pra ti um prato de mousse de maracujá e o veria lamber os lábios ao me dizer que parecia o manjá dos deuses, eu juro. Mas há alguma coisa nele que me faz ficar encucada e tu sabes o quanto sou curiosa. Eu quero desvendar esse segredo que há no olhar dele, esse mistério e, quando eu coloco algo na cabeça, tu sabes que é difícil de tirar. Então não vens brigar comigo por algo que (por metade) não tenho culpa. Meu coração decidiu assim.
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