Preciso eu de tua palidez e teus cabelos breus. Preciso do teu olhar cúmplice e também daquele teu sorriso, aquele mesmo bem sincero que quando se abria iluminava a casa toda. Sabe, meu doce, tua falta me perturba todos os dias. Quando deito na cama e olho pro teto, só lembro da gente correndo no quintal da casa. Dormir é uma palavra e uma ação que não se aplica mais a mim, Hadassa, você tem me tirado o sono. Sempre que estou fazendo algo e lembro de você, eu perco as forças, sento e pelo resto do dia não faço mais nada. Eu sinto a necessidade de tocar a nossa musica no meu piano e te ver dançar. Esses dias eu tentei, mas não é a mesma coisa do que tocar pra você, sentindo teu olhar e tua atenção toda sobre mim e então desanimei. Aliás, ando sempre assim, desanimado. Preciso ao menos ouvir tua voz outra vez. Preciso da cura, Hadassa, preciso do teu amor. Estou doente de saudade, estou com falta de ti. Todo meu corpo clama teu nome. Espero que esse telegrama transcreva - o que é impossível - meu amor e minha falta de ti. E, mais uma vez, suplico-te: Vem dançar a nossa musica ao meu toque do piano, vem bordar em mim, você. Vem me curar, vem tirar de mim essa solidão. Ou se não, vem somente. Vem somente você e teu sorriso, isso basta.
Com amor,
Arthur.
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