Inconformado com tanto sofrimento
O coração estava entristecido, nele só havia ilusões
Eram dores de amor, amor sem argumento
Lá ia a pequena, doentia de amores e paixões
Seu olhar se distanciava
Se perdeu e não se encontrou
Para bem longe, e lá ela estava
Seu sorriso nunca mais brilhou
Tinha ela, uma mania de se iludir
Mania dolorosa, doentia
A pequena não conseguia sorrir
Porque simplesmente alguém a tirou o gozo da vida
- Acuda, lá vem aquela menina sem nenhuma simpatia.
- A qual?
- Aquela doente de amor e paixão, saudade sem endereço.
- Coitada ouvi dizer que quase morreu de solidão.
- Isso que dá, Maria, viver somente de ilusão.
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