quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Arthur,

Sinto teu cheiro todos os dias ao abrir a janela do meu escuro quarto. Ele não está tão iluminado quanto ficava quando o farol de teus olhos se encontrava aqui. Aliás, meus olhos também estão escuros, foscos. Ando precisando tanto da tua presença e do toque dos teus dedos percorrendo meu corpo de uma vez, principalmente. Esses dias tenho ficado no sofá com o controle remoto na mão, um monte de doces vendo o tempo passar olhando pra aquele poço de más notícias que chamam de televisão. Ando vivendo tão mal sem teu perfume. Sinto em lhe informar que estou prestes a ter um grave adoecimento de saudade, assim como você. Cheguei, hoje sentada na mesa esperando meu café esfriar, a conclusão de que nós dois somos a cura pra nós dois. Ou não. Talvez, sejamos a doença que, quando nos tocamos, viramos a cura para nós mesmos (doenças). Enfim, quero te dizer que meus olhos transparecem dor e saudade, somente. Sorrir? Não consigo mais. Então, te peço, Arthur que me mate ou me cure mas venha romper essa distância, saudade e sofrimento. Vem ser meu remédio e apunhale-me com teu amor.

                                                                                                            Com saudade do teu beijo,
                                                                                                                            Hadassa. 

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